O Contrato de Exclusividade

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Contrato de Exclusividade

O Contrato de Exclusividade

O contrato de exclusividade proposto por algumas imobiliárias, entre as quais a RE/MAX, é normalmente um dos requisitos que mais faz balançar o proprietário na hora de decidir qual a estratégia para vender a sua casa. Contudo, o que parece ser uma desvantagem à primeira vista, não o é, e a prova disso acaba por vir ao de cima com o passar do tempo.

Em primeiro lugar importa salientar que, o facto de assinar um contrato em regime de exclusividade com uma mediadora, tal não significa que esta esteja impedida de partilhar a venda da sua casa com as demais concorrentes! A RE/MAX defende a ferramenta da partilha como um dos seus principais trunfos. Ou seja, para a RE/MAX o exclusivo diz respeito apenas à promoção do imóvel e não à sua venda!

Contrato de Exclusividade
Contrato de Exclusividade

Estas são algumas das razões porque não deve ter receio em assinar um contrato de exclusividade para vender a sua casa:

Empenho: O proprietário ganha uma dedicação maior por parte do consultor que trabalha em regime de exclusividade, contrariando a ideia errada de que: se existirem “n” consultores concorrentes a trabalhar em paralelo o mesmo imóvel, a probabilidade de sucesso é multiplicada por “n”. O que a experiência acaba por demonstrar é que, depois de um pico inicial de atividade, logo após a celebração do “contrato em regime aberto”, esta vai diminuindo ao longo do tempo e o imóvel tende a perder interesse por parte dos consultores, os quais preferem focar-se nos imóveis que vendem em regime de exclusividade, em detrimento dos que são vendidos em “contrato aberto”.

Riscos: A venda de uma casa, ao contrário do que pode parecer à primeira vista, não é uma mera transação idêntica à de tantos outros produtos comerciais. Existem demasiadas “armadilhas” jurídicas, fiscais e financeiras que podem conduzir o proprietário a situações bastante complicadas, até pelos valores elevados que estão em jogo. Ora, o papel de um consultor imobiliário experiente e devidamente assessorado por uma equipa profissional, é aconselhar a cada momento o seu cliente para evitar danos e prejuízos imprevistos.

Tempo: Esta é uma variável que deve contribuir para a qualidade da venda e não para uma venda a qualquer preço. Você confiaria num cirurgião cerebral só porque ele promete efetuar a operação de forma mais rápida? Ou num mecânico de oficina? Ou num construtor de uma casa? Não? Pois claro! Tem receio do que possa suceder no final, certo? Com a venda de uma casa não é diferente. Arriscar a sua casa numa competição desenfreada entre consultores, desvalorizando o seu imóvel já para não falar na frustração que o espera, não parece assim tão boa ideia, pois não? Tudo isto para evitar um contrato de exclusividade, cujo período de tempo regra geral é de apenas 6 meses!

Foco: Para o consultor, o regime de exclusividade significa que este dispõe de tempo para desenvolver um trabalho profissional. O seu foco deixa de estar centrado na competição com os restantes vendedores e passa a incidir na promoção e na procura do melhor comprador para a sua casa, ou seja, aquele que está disposto a comprar o seu imóvel pelo preço mais elevado e a concretizar a compra no período de tempo mais curto. O consultor, em vez de lutar contra o tempo, passa a lutar pela valorização do seu imóvel, porque ambas as partes têm a ganhar mais com isso.

Marketing: Quando o mediador lhe oferece a “não exclusividade” como uma vantagem e simultaneamente lhe promete usar um marketing poderoso ao serviço da comercialização do seu imóvel, ele não está a ser totalmente verdadeiro. O Marketing nos dias de hoje tem custos elevados, quer se trate de marketing tradicional ou de marketing digital. Investir nas redes sociais, em equipas de profissionais (fotógrafos, produtores de audiovisual, marketers e designers, tradutores, etc.), nos melhores sites anunciantes nacionais e internacionais, etc. etc. tem custos, muitos custos. A exclusividade é o preço a pagar por aumentar a visibilidade do seu imóvel, sem perder valor e conseguir o melhor comprador para a sua casa.

Confidencialidade: Nem sempre este argumento é suficientemente ponderado pelos proprietários que pretendem preservar a sua confidencialidade durante o processo de venda da casa. É fácil de perceber que, se esse é um fator importante para si, ao optar pela não exclusividade está a trilhar o caminho oposto ao pretendido. Um consultor experiente, que disponha de tempo suficiente pode conseguir vender a sua casa, terá o tempo e o estímulo adicional para explorar a sua rede de contactos e conseguir um comprador, mesmo sem recorrer à publicidade desregrada que a competição entre vários mediadores lhe traria por certo.

Partilha: Uma das vias para aumentar a visibilidade de um imóvel e para alcançar clientes qualificados passa pela partilha entre o consultor imobiliário e os restantes colegas da sua rede de trabalho, ou de outras concorrentes. Quando existe um Contrato de Exclusividade o consultor está mais à vontade para divulgar o mesmo, porque tem a garantia que não irá perder o negócio para a concorrência durante o período contratual. Mas quando a promoção é feita em regime de Contrato Aberto tal não acontece, por receio do consultor, o que dificulta a promoção do imóvel e a subsequente venda.

Desvalorização: Um imóvel para venda, ainda “virgem” no mercado, provoca interesse e curiosidade, isto porque ainda poucos o conhecem, conseguindo manter intacta a sua “aura de valorização”. Um imóvel promovido por várias mediadoras, cada uma delas usando descritivos e reportagens fotográficas de qualidade por vezes duvidosa, às vezes com o preço desatualizado, concorre rapidamente para uma imagem de imóvel “em quem ninguém pega e que provavelmente terá algum problema“.

Resumindo: não receie um contrato de exclusividade! Seis meses não são uma eternidade, mas sim uma oportunidade para que um profissional com provas dadas, possa melhorar as chances de vender bem a sua casa.

Estes são apenas alguns dos argumentos que confirmam o velho ditado: “depressa e bem não há quem!

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